14 outubro, 2019
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Caetité: um olhar em profundidade. Aonde o futuro vai nos levar?

Olá, amigo leitor! Estava com saudades de comunicar com vocês por meio da escrita hoje, para expulsar todos os gritos internos que carrego dentro de mim, sobre a nossa Caetité. Minha cidade, a qual segundo estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2018 soma 50.861 habitantes. Conhecida terra dos talentosos, Anísio Teixeira e Waldick Soriano e tantos outros esquecidos pela história, personalidades essas que certamente se entristeceriam em ver nossa Cidade “estagnada no tempo”. Aqui penso, se hoje buscamos esses ícones como referências e a próxima geração, em quem irá se inspirar, além desses já citados? Lembraremos-nos de mais alguém? Onde estão os jovens que pitaram a cara para sacudir o país? A música que arrastou multidões? O sonho de ter um mundo mais empático? As inquietudes emergentes? Talvez, eu leia essas palavras daqui a uns 20 anos e perceba a mudança. Ouso ser teimosamente otimista.

Ao final de tarde de um domingo, contemplava minha cidade de um ponto alto, local onde fica o nosso Cristo Redentor, fiquei a pensar: o Senhor que nos abraça, vê o sonho de minha gente, do meu povo tão forte, tão “porreta” que até mesmo sem perceber ensina o mundo a ser um pouquinho mais baiano. Com sua cultura plural, religiosidade forte, paisagens bucólicas e tantas histórias que editam a vida. Ah! Histórias, tantas que ouço diariamente. E aprendo tanto com elas. Agora lhe pergunto. O que impede nossa pequenina e ilustre cidade a dar um salto de desenvolvimento nos mais diversos setores? Seria a politicagem vigente? O jogo de poder? Ou tudo está absolutamente bom?

O fato é que vivemos anos difíceis, o próprio século XXI, desfez um determinado tecido social que tínhamos. Se olharmos sobre uma panorâmica histórica, há vinte anos, quando queríamos ter certeza de algo a gente tocava, e a virtualidade abriu para um mundo o qual, é real, concreto, mas que não temos objetivamente essa relação, isso desfez a própria estrutura psíquica humana, as relações e o papel das instituições, hoje se vive um caos de valores, polarizações e suas complexidades. Isso não é ruim, apenas abre-se a uma nova sociedade, no entanto essa transição é perigosa. Desfazer a ideia de verdade, não é ruim, mas quando você desfaz a ideia de verdade, abre-se caminhos de perspectiva e, para isso é necessário que aprendamos a pensar e ter autonomia intelectual para isso.

E mesmo diante da crise obtivemos conquistas significativas no cenário contemporâneo, principalmente, com a democratização das redes sociais que tem contribuído de forma exponencial para o processo comunicativo , como também, propiciado novas formas de participação na construção da esfera pública e mobilização dos cidadãos. Suscitam debates e provocam reflexões latentes. Evidente que a sociedade passa por reconfigurações a cada instante e, faz-se necessário adaptarmos as mudanças de forma coerente, sem radicalizações e optar por diálogos e atitudes humanitárias. Enfim, os próximos anos também não serão fáceis, nunca serão. Intentemos em sermos resilientes.

Acredito que o grande problema mundial, como também de Caetité é o desequilíbrio entre o EU e o NÓS. De modo que existem poucas pessoas altruístas que visam o bem-estar coletivo utilizando seu perfil de liderança. A grande maioria se preocupa tanto com seus próprios problemas e vive em um estado de medo e egoísmo. De certo, quanto menos nos doamos menos recebemos de volta. O que temos feito de diferente para ter uma cidade melhor? Ou continuaremos pensado em nós mesmos? É surpreendente e, de um valor inestimável, quando colhemos os frutos de um exaustivo tempo de espera. Enquanto não dermos nossas contribuições para o universo, nada de novo surgirá em nossa história, talvez isso doa profundamente e na busca por respostas, se perde e se reencontra, por mais contraditório que pareça ser.

Nota-se que a extenuante vida contemporânea nos impulsiona a uma vontade de potência, de expansão da força, alargamento de si e dilatação permanente. Percebo essas inquietações em expressividades das inúmeras pessoas engajadas nos projetos sociais de nossa cidade. Pessoas dispostas a fazer o bem, sem esperar algo em troca. Fazem, ao invés de reclamar. Estão dispostos em ver a mudança na prática. Aonde o futuro vai nos levar? Podemos descobrir juntos nas pequenas ações do cotidiano. Olhemos em nossa volta. Como diz a canção, pra não dizer que não falei das flores de Geraldo Vandré, “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.  

Mauri Oliveira - Acadêmico em Jornalismo da UNIFG. Comunicador da Rádio Educadora FM. Assessor de imprensa do CDS Alto Sertão. Coordenador diocesano da Pastoral da Comunicação da Diocese de Caetité.

 

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