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Renova vai retomar as obras do Alto Sertão III

Empresa pretende investir R$ 80 milhões para atender ao contrato do LER 2013

A Renova Energia informou que pretende retomar as obras do Complexo Eólico Alto Sertão III, localizado entre as cidades de Caetité, Igaporã, Riacho de Santana, Urandi e Licínio de Almeida no estado da Bahia. A companhia, contudo, nega que tenha desistido da venda do ativo e diz que a conclusão do projeto faz parte da estratégia para criar valor ao ativo.

O gerente de Relações com Investidores da Renova, Alessandri Dala Martha, confirmou que recebeu “várias propostas não vinculantes de diversos investidores” interessados na aquisição do Alto Sertão III e disse que as negociações estão em fases avançadas de due diligence.

“Não é porque a gente vai retomar a obra e colocar em operacional o LER 2013 que a gente está desistindo da venda, muito pelo contrário, é para que o projeto continue gerando valor e facilitando as negociações com os investidores”, disse o gerente nesta segunda-feira, 13 de agosto, em teleconferência.

Em maio, a Renova encerrou as negociações com a Brookfield envolvendo a venda de Alto Sertão III, e, aproximadamente 1,1 GW em projetos eólicos em desenvolvimento. Também em maio, a companhia rejeitou a oferta da Cemig para aquisição de 100% da participação da Renova na Brasil PCH.

Segundo Dala Martha, a companhia pretende investir R$ 80 milhões na conclusão do Alto Sertão III para atender aos contratos do Leilão de Energia de Reserva de 2013 (159MW). “Para o restante da obra, vai depender da negociação com os investidores”, explicou. A previsão é que a primeira parte do projeto esteja em operação comercial em março de 2019, com conclusão total em setembro de 2019.

As obras de Alto Sertão III foram paralisadas no final de 2016 por falta de recursos. A Renova já investiu cerca de R$ 400 milhões no projeto, quando concluído terá 400 MW de capacidade instalada. No final de julho, a companha conseguiu postergar o pagamento do empréstimo ponte de R$ 937,2 milhões com o BNDES. O endividamento total da Renova soma R$ 1,87 bilhão.

Antes da crise, no final do primeiro trimestre de 2016, a Renova possuía 2.655 MW de capacidade contratada. Nesse período, a empresa reduziu sua capacidade em 2 GW e hoje conta com 619,8 MW de potência contratada. A partir de janeiro de 2020, a empresa prevê que não possuirá nenhuma exposição em sua comercializadora de energia.

Por WAGNER FREIRE, DA AGÊNCIA CANALENERGIA, DE SÃO PAULO (SP) / Foto: divulgação 

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