“Preso pela Coca-Cola”, diz dono da Dolly em cartaz

Maio 11 10:25 2018 Imprimir esse Artigo

O empresário Laerte Codonho, dono da empresa de refrigerantes Dolly, foi preso na manhã desta quinta-feira por fraude fiscal. Ao chegar ao 77º Distrito Policial, ele exibiu uma folha de papel na qual se podia ler a frase: ‘preso pela Coca-Cola’. Procurada, a Coca-Cola informou que ‘não comenta processos judiciais em que não esteja envolvida’.
Codonho estava em sua casa, localizada na Granja Viana, em Cotia, Grande São Paulo, quando os policiais chegaram.
Em fevereiro, reportagem de VEJA revelou que Codonho havia sido condenado a 6 anos e 7 meses de prisão e ao pagamento de multa por sonegação de benefícios previdenciários. A sentença contra o empresário e outros quatro funcionários da empresa foi dada pela 3ª Vara Federal de São Bernardo do Campo (SP).
De acordo com a GloboNews, investigações apontam para uma fraude fiscal de 4 bilhões de reais, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Um dos desvios consistiu na demissão de funcionários para posterior recontratação por outra companhia para fraudar o Instituto Nacional do Seguro Social.
Para o Ministério Público, a Ragi Refrigerantes – nome oficial da Dolly – pagou menos contribuições previdenciárias e sociais do que deveria entre os anos de 1999 e 2001. Os recursos faltantes eram destinados a programas que financiam o Incra, Senai, Sesi, Sebrae e Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação (FNDE).
O caso veio à tona após o INSS – órgão federal responsável pela arrecadação previdenciária – notar queda nos valores pagos pela empresa entre um ano e outro. O órgão público fez uma fiscalização e acusou a empresa de fraude.
O juiz federal Márcio Martins de Oliveira, responsável pela sentença, considerou que a dona da Dolly simulou os contratos. A empresa também cometeu outras irregularidades como não emissão de notas fiscais, folhas de pagamento ou recibos de prestação de serviço.
Outro lado
Procurada, a defesa de Codonho não foi localizada hoje para comentar a prisão. Na época da decisão que determinou sua prisão, a defesa disse que o empresário ‘considerava absurda a decisão’ proferida pela 3ª Vara Federal de São Bernardo do Campo (SP) . “Codonho, detentor da marca Dolly, jamais foi sócio, tampouco administrador da empresa HM, terceirizada de mão de obra.”
Segundo os advogados, não há nenhuma prova de que Codonho seja o proprietário e administrador da empresa. A defesa afirmava ainda que iria recorrer da decisão ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

Informações do MSN Notícias / Foto: Divulgação

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