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Caetité, Bahia
18 novembro, 2018
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Os caetiteenses e as eleições 2018

Sexta-feira, o relógio marcava oito da noite, quando navegava pela timeline das redes sociais, com um semblante diligente. Depara-se, a dois internautas “gritando” posicionamentos políticos distintos, sustentados em achismos, na tentativa de convencerem um ao outro sobre a ideologia certa ou errada. Afinal, quando se fala sobre esse tema, sobretudo, na roda de conversa com amigos, ou no meio virtual, a defesa de sua opinião é “predominante”. Acompanhava atentamente o emaranhado de comentários ao tempo que refletia sobre a política em interface à Caetité.
Pensar a política atual, requer muita paciência de nós. Não é verdade? Principalmente, quanto ao cansaço e o pessimismo do brasileiro a ela. A corrupção e a falta de confiança nos políticos endossam esse ceticismo. Os otimistas, são poucos, como registrou o Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) mês passado, com 20% dos entrevistados, o maior motivo é a perspectiva por mudança, renovação e esperança no voto e participação popular.
Mas, como nós caetiteenses estamos nos posicionando, tendo em vista a política local e seus efeitos na política nacional? O filósofo e escritor Mário Sérgio Cortela, expressa pensamentos de anticonformismo e incentiva o exercício diário da cidadania, em seu livro ““Política para Não Ser Idiota”. Ele escreve ,“ Idiota é o que fica fechado em si. O político é o que se abre para o conjunto”. Ele explica que a palavra idiota é grega e dizia respeito a pessoas que não participavam da sociedade. Não agiam.
É perceptível, que um dos principais fatores desse desânimo dos eleitores estejam relacionados à corrupção, além do mais, a visibilidade das investigações da Operação Lava Jato, revelou o lado obscuro da frenética corrida a detenção poder e a busca desenfreada pelo capital. O filósofo Mário Sérgio Cortela, defende a ideia de que “a corrupção não aumentou; ela só está sendo mais percebida”. Acrescento em máxime, a democratização das novas mídias possibilitou a “fiscalização popular” e a moldura de novas configurações sociais, as quais arrebentam a estrutura do correto como informação, consequentemente, nos obrigam a pensar muito mais sob óticas de polarizações e possibilidades da nossa própria cognição.
Percebe-se, que o embate de ideias, sobretudo nas redes sociais é seguido de um discurso dominante, em vez de tolerante, pragmático e libertador, tornou-se repressivo, doutrinário e autoritário. E num clima de histeria, a primeira vítima é a liberdade. Não podemos mais expressar nossa própria opinião, ou seremos trucidados. Histeria que nasce de interesses particulares e de determinadas elites. Harmonizadas a “reação inconsciente” de um povo. A questão do respeito à opinião do outro e a empatia, fica em segundo plano, quando nossas convicções “aprisiona-nos”.
É evidente no campo político a sensação de que tudo não passa de um jogo de cartas marcas, de estruturas inautênticas de conchavos de bastidor, acertos a portas fechadas e uma mistura tóxica entre o público e o privado. No entanto, não devemos maldizer a política, mas sim buscar alternativas de diálogo, afinal, o caminho da reforma profunda e verdadeira está na participação, na vigilância e no engajamento, além de cobranças dos nossos representantes. Não haverá mudança de patamar na prática da política sem que nós eleitores desempenhe esse imprescindível papel.
Mediante aquela troca de mensagens na rede social, percebi que a tão sonhada reforma que queremos em nosso país começa por nós mesmos e a oportunidade está à frente, nas eleições deste ano. Que possamos ultrapassar o senso comum e pensar criticamente a qual futuro queremos deixar para as futuras gerações.

Mauri Oliveira/ Acadêmico em Comunicação Social- 
Habilitação em Jornalismo pela UNIFG- Centro Universitário, 
coordenador da PASCOM da diocese de Caetité, assessor de imprensa do CDS- 
Alto Sertão e comunicador da Rádio Educadora de Caetité-Ba.

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