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19 julho, 2018
HR Bahia
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2 de julho ou Micareta do cavalo?

Caetité, há quase um século, se não for mais, comemora o Dois de Julho: dia da Independência da Bahia. A festa durante anos se resumia a Levada da Cabocla, no dia Primeiro a noite e ao desfile cívico, no dia Dois pela manhã. Em ambas as datas o que mais chamava a atenção e atraía o público era o sobe e desce dos cavalos na avenida Santana e Rua Barão. Dezenas de pangarés tinham seu dia de puro sangue.
Daí, num ano, um dos “festeiros” resolveu colocar uma banda pra tocar na praça, na noite do dia Primeiro. Depois, alguém teve a ideia de formar um grupo de montaria e todos do grupo vestirem camisas iguais durante o desfile. Isso foi um sucesso e logo banda e grupos de montaria tomaram importância no cenário da festa.
Além dos tradicionais ensaios, que acontecem nos 04 domingos que antecedem o grande dia (O ensaio deve servir para cavalos e cavaleiros se adaptarem ao percurso), um dia alguém pensou em fazer um Campeonato de Equinos. Este campeonato tem por objetivo eleger o cavalo e a égua mais vistosa e com melhor “pisada”. Vem árbitro de fora, tem equipamento de som, o Campo das Cobras é adaptado pra festa e fica uns 03 finais de semana sem os “babas”. Os cavalos e éguas premiados tem direito a troféus personalizados e fotos ao lado de seus donos e donas, acompanhados das autoridades locais. Normalmente começa as 09 da manhã e vai até o começo da noite sem intervalo.
Mais uma novidade da tradicional festa cívica são os churrascos e feijoadas oferecidas pelos grupos de montaria aos seus participantes. São concorridíssimas e acabaram por diminuir o fluxo dos animais no circuito Barão x Avenida.
Não sei se preciso dizer que tudo isso tem sido regado a muita cerveja, uísque, conhaque e cachaça, a depender do gosto e do bolso do patriota. Ou será do folião?
Acho que tá mais pra folião. Vamos considerar que cada ensaio seja um esquenta da festa. O Campeonato de Equinos seria uma Festa Prime, com direito a camarotes all inclused. Os grupos de montaria funcionam como os blocos, com direito a bloco alternativo no dia primeiro a noite. Quem insiste em ser diferente, ou não tem grana e cavalo de raça, sai na pipoca, lá no fim da fila. O desfile cívico ocupa o lugar das Escolas de Samba, com bateria, percussão, cantora e tudo. A rua Barão e a Praça da Catedral, funcionam como o circuito Barra x Ondina e o palco, que na noite anterior abrigou o grande show cultural, no dia 02 transforma-se num grande camarote de subcelebridades, autoridades e “chegados”.
E assim, aquela festinha cívica e cultural sem graça, tem se transformado na MAIOR MICARETA DO CAVALO que já se viu!

E Viva o Dois de Rulo! 

 

Por Tião Carvalho / Foto: HR Bahia

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